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UMA VISÃO E UM SONHO

Terminado o culto de domingo à noite, em 25 de abril de 1993, fui direto para casa. Nem esperei por Neuza, Raqueline e Paulinho. Nós morávamos bem perto da igreja e íamos muitas vezes a pé.

Cheguei em casa e não podia conciliar-me comigo mesmo. Algo de errado, desencontros, desgostos, tristezas, derrotas e fracassos. Quando eles chegaram, me acharam na sala e eu fiquei me revolvendo sobre o tapete como que agonizando em busca de algo mais relevante, mais significativo. Tudo havia perdido o sentido para mim.

Naquele culto, mesmo com várias pessoas vindo até nós e confessando seus pecados e reconhecendo Jesus como seu Salvador, restava dentro de mim uma enorme insatisfação. Nós vínhamos de uma “campanha de vinte e um dias de oração e jejum”, contudo, nos faltava uma resposta. “Preciso de um ministério relevante, livre e próspero! Deve existir algo melhor”

Por volta de umas três horas da manhã, tive um sonho e, neste, uma visão: “Eu me encontrava no púlpito da igreja ministrando a Palavra e, de repente, as paredes do templo desapareceram. Não havia mais teto, nem telhado. Ouvi ruídos de inúmeros caminhões basculantes chegando e despejando cascalho ao redor do templo. Era um cascalho limpo, bonito e brilhante, pois era formado só de pepitas de ouro. Aqueles montes começaram a revolver como se estivessem dentro de um enorme liquidificador e misteriosamente, penetravam para debaixo dos fundamentos do templo, como que compactando espaços solapados por muitos anos de erosão.

Em seguida, vi descer do céu colunas de prata, cilíndricas, de uns oitenta centímetros de diâmetro. Elas penetravam o solo em posições aleatórias, não mais obedecendo a arquitetura original. Depois, emergiram até a altura de uns sete metros, sendo um metro na parte inferior todo em ouro e o restante acima, em prata. Vi, vindo do céu, num horizonte longínquo, uma minúscula imagem informe. Com a sua aproximação, percebi que tinha, sim, o formato do mapa do Brasil, com prolongamentos para fora do nosso território.

Esse mapa parou sobre o tempo sem paredes, sobre as colunas e desceu para se ajustar em parafusos de duas polegadas e ser fixado com porcas. Cada coluna estava na posição correspondente a uma capital de estado. Assim foi o sonho e a visão.

Não restou dúvida de que Deus estava nos contemplando com um ministério completamente novo e fora de qualquer padrão convencional. Tendo, como fundamento, os valores; como colunas, os ministérios; como espaço, o Brasil e além.

Um ano depois, em abril de 1994, em Denver, Co., o Senhor novamente falou conosco. Estávamos numa reunião de líderes, sentados numa fileira de cadeiras, na seguinte ordem, da esquerda para a direita: Márcia, Jorge, Neuza e eu; à minha direita, estava outro casal, que nunca tínhamos visto até então.

Era um momento profético e todas as pessoas que tivessem alguma palavra deveriam se dirigir até o microfone e ministrar. De repente, a senhora à minha direita se levanta e se dirige a mim e Neuza, lendo de seu caderno a seguinte palavra profética: “Eu os chamei para que sejam fiéis ao seu chamado; fiéis ao chamado para o qual vos chamei. Estejam certos do vosso chamado, pois somente na convicção de seu chamado é que vocês podem ser fiéis a ele. Ao promovê-los (não temam a esta promoção), estarei com vocês em cada passo e em todo passo que derem no caminho. Ao buscarem a minha face eu lhes mostrarei a segurança e a certeza de vosso chamado”. Ass.: Herb and Anita Jane Flint. Indianápolis, IN, 21 de abril de 1994.

Naquela mesma conferência, em uma reunião de pequeno grupo, Deus voltou a falar conosco. Foi através do pastor Neil, esposo de Noline, casal que hoje trabalha com David Wilkerson. A palavra foi: “Vocês serão prensados a ponto de se tornarem diamantes; e, então, eu os usarei para minha glória”.

Assim, nasceu o Ministério Grão de Mostarda. Hoje, olhando para tudo o que nos aconteceu, nos firmamos mais e mais na certeza de que estamos exatamente onde Deus quer que estejamos e que estamos fazendo exatamente o que Ele quer que façamos. Assim, podemos dizer: