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A Celebração e as Congregações

A Celebração é a reunião da igreja extensa, e pode ter uma ou mais congregações.

As células de uma área ou região formam uma congregação. As células não são unidades soltas e independentes. Elas estão ligadas umas as outras pelos laços da cooperação, comunhão e realizações. Quando elas atuam dentro desse princípio elas estão se manifestando como a congregação. A congregação é uma extensão das células e é formada por elas.

Por sua vez, a congregação não tem vida nem estrutura separadas das células. Pelo contrário, a congregação atua na definição do papel e das atividades que as células devem cumprir coletivamente em sua área.  Várias coisas podem ser realizadas pelas congregações em conjunto, como por exemplo, seminários, treinamento, retiros, comunhão entre os líderes, fazer realizar o “efeito tesoura”, isto é, duas células operando juntas para formar uma terceira célula, e assim trazer a presença do Reino sobre mais uma área nova.

Uma Igreja só pode crescer com saúde através da multiplicação de células. Assim como o corpo humano, as células multiplicam em bases regulares, pelo processo da divisão em duas. A célula que falha na sua multiplicação é anormal; pode ser que uma doença esteja causando sua falta de reprodutividade.

Assim, o evangelismo é vital ao ministério de cada célula. Nosso alvo é a multiplicação por dois a cada seis a nove meses. Cada célula deve começar com umas cinco a oito pessoas, e ao final de seis meses deverá contar com umas vinte pessoas.

A formação da Congregação só terá início quando uma área já contar com ao menos cinco células em pleno funcionamento.

 A igreja e a celebração

A soma de todas as congregações resulta em uma totalidade que é a Igreja. As reuniões regulares e públicas de todas as congregações têm como fim fazer a CELEBRAÇÃO. Esse grande evento pode ser realizado semanalmente, duas vezes por mês, ou com outra periodicidade que a liderança julgar conveniente para a vida da IGREJA. Na celebração a ênfase é o louvor e adoração; a proclamação e exortação; a inspiração e libertação. São reuniões de fé.

A celebração é uma das maneiras em que a igreja existe e funciona. Enquanto que a célula é a igreja pequena, ou a eclesiola, a celebração é a igreja grande; a eclesiae.

Hoje em dia o que acontece com algumas igrejas ou ministérios é muito diferente do que ocorria há alguns anos. Muitos grupos de cristãos evadiram de um sistema centralizado no templo e na figura de um líder, para inaugurarem e permanecerem em uma nova aventura de amar e servir a Deus em ministérios vibrantes, atuantes e bem sucedidos, em um contraste enorme com o que acontecia conosco no passado. Havia muita justificava para os fracassos e tentativas de consolação com desculpas pouco razoáveis.

Mitos diversos sobre grandes igrejas e ministérios fortes eram e ainda são criticados: “Igreja muito grande é formal demais, fria e intimida as pessoas”. Pode ser mesmo, que isso aconteça, mas o fato de ser grande não implica que seja, fatalmente, assim. O que faz uma igreja ser desse jeito são outras coisas e também as atitudes dos seus participantes.

A igreja tem suas próprias maneiras de existir e funcionar sem que nada daqueles inconvenientes aconteçam. A verdade é que uma igreja expressiva oferece inúmeras oportunidades de serviços, desafios e comunhão, além de outras vantagens de uma igreja grande, como veremos a seguir.

O Novo Testamento oferece fundamentos para uma igreja grande. A primeira igreja de temos notícia no Novo Testamento já começou grande. Em Atos 2:41, lemos: “Então os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas”. Pouco depois, o número dos discípulos cresceu para cinco mil: “Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil”.

Quando uma igreja é viva ela cresce e se expressa, como diz em Atos 6:7: “Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé”.

O Grão de Mostarda nasceu no dia 11 de maio de 94 com um pequeno grupo de uma dúzia de pessoas; gente ferida e intimidada e sem recursos. Deus, entretanto, vem honrando a pequena semente desde então, e hoje já podemos nos alegrar com o considerável número de congregados fiéis e comprometidos.

Contamos atualmente, com boas congregações em diversos estados do Brasil. Se Deus nos tem agraciado de tal maneira, quem somos nós para não nos sintonizarmos com Ele e celebrarmos um ministério vitorioso?

Cremos que quando Deus está intencionalmente presente num ministério, este só tem uma alternativa: crescer; como narrado em Atos 11:21: “A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor”.